Antonio Gomide

Antonio Gomide
Antonio Gomide

Antonio Gonçalves Gomide

Itapetininga, São Paulo, 1895 - Ubatuba, São Paulo, 1967

Pintor, escultor, decorador e cenógrafo.

Muda-se com a família para a Suíça em 1913, e frequenta a Academia de Belas Artes de Genebra até 1918, onde estuda com Gillard e Ferdinand Hodler (1853 - 1918). Muda-se para a França na década de 1920. Em 1922, em Toulouse, trabalha com Marcel Lenoir (1872-1931), com quem aprende a técnica do afresco. De 1924 a 1926, em Paris, instala ateliê e entra em contato com artistas europeus ligados aos movimentos de vanguarda. No ambiente parisiense, convive também com Victor Brecheret (1894 - 1955) e Vicente do Rego Monteiro (1899 - 1970). Retorna ao Brasil em 1929. Em 1932, atua na fundação da Sociedade Pró-Arte Moderna (Spam) e do Clube dos Artistas Modernos (CAM). Entre as décadas de 1930 e 1940, além de pinturas, produz afrescos e cartões para vitrais. Leciona desenho na escolinha do Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM/SP), entre 1952 e 1954. Suas obras aliam formas abstratas a motivos indígenas ou a composições com paisagens. Na área das artes decorativas, com Regina Graz (1897-1973) e John Graz (1891-1980), é considerado um dos introdutores do estilo art deco no país.

Antonio Gomide viaja para a França na década de 1920, onde conhece pintores ligados ao cubismo e outros movimentos de vanguarda. Os quadros Paisagem com Barcos e Ponte de Saint-Michel (ambos de 1923) revelam a geometrização e a simplificação formal cubistas, aliados a uma paleta com suaves passagens de tons que remete ao pintor francês Paul Cézanne (1839-1906). Já o Retrato de Vera Azevedo, na opinião da crítica Maria Alice Milliet, representa a assimilação máxima do art deco no Brasil, com seu caráter altamente estilizado. A arquitetura determina o ritmo ascensional do quadro, acompanhando a verticalização da metrópole paulistana. Algumas obras de Gomide revelam afinidades estilísticas com a produção de Vicente do Rego Monteiro e Victor Brecheret.

A partir da década de 1930, com o retorno de Gomide ao Brasil, sua pintura passa a enfatizar temas nacionais. Como nota o historiador da arte Walter Zanini (1925-2013), à inspiração cubista de suas obras dos anos 1920, se opõem as obras posteriores, caracterizadas pela abordagem mais espontânea de um repertório diversificado, em que predomina a figura humana.

Antonio Gomide destaca-se pela versatilidade técnica, realizando pinturas a óleo, aquarelas, desenhos, afrescos, cartões para vitrais e vários projetos decorativos, nos quais as linhas sinuosas e as formas abstratas são aliadas a motivos indígenas ou a composições com paisagens. Na área das artes decorativas, com Regina Graz e John Graz, é considerado um dos introdutores do estilo art deco no país.

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